A família tem um papel relevante na escolha profissional dos seus membros, em especial dos filhos estudantes. Sabemos que é um momento de tensão, expectativas e de uma certa angústia. Angústia pelo fato de caminhar em uma estrada na qual podem aparecer empecilhos, desvios e atalhos, uma vez que a escolha profissional é uma decisão que considera aspectos relacionais (família, amigos, professores), socioeconômicos, valores e desejos. Se esse caminho tiver um acompanhamento por uma orientação profissional, a possibilidade de agir com maturidade e reflexão aumentará consideravelmente. Qual é o papel da família neste processo? O papel da família é estar presente, orientar, apoiar e investigar, junto com o filho estudante, o mundo de seus interesses e o ocupacional, utilizar os recursos da comunidade para auxiliar na pesquisa, emitir opiniões claras, conceder autonomia, proporcionar um processo de orientação vocacional e acompanhar o filho estudante na reflexão sobre seu futuro profissional.
Ao buscar uma orientação profissional, o orientando, orientador e a família do orientando lidam com a idealização do mundo ocupacional. É necessário se perguntar, se os sonhos são realizáveis, adaptáveis e em que medida o orientando percebe que escolher uma área é perder outras, pois precisará elaborar o luto pelas opções deixadas de lado, e tolerar imperfeições no curso que quer seguir nos caminhos futuros. Perguntas como: “o curso é completo?”, “o emprego é dos sonhos?”, “a carreira é suave?” Podem ajudar o orientando a perceber que lidará com a falta em toda e qualquer opção assumida. Os recursos que se exercitam dentro da família estão relacionados com capacitação, foco, tolerância à frustração e perseverança.
A orientação vocacional/profissional tem por objetivo trazer luz ao ambiente escurecido da idealização e gerar reflexão na escolha do orientando.




