Os adolescentes e jovens possuem vários desafios em suas vidas que os deixam muitas vezes amedrontados, outros aterrorizados, alguns com rigidez, apatia e falta de coragem. E isto é natural que aconteça pois vai depender de muitos fatores que foram estabelecidos e criados, na história de vida de cada um. Quando consideramos a escolha vocacional/profissional estamos diante de uma mistura de medo e desejo. Medo de fazer uma opção errada e desejo de estar no caminho certo. Esse momento de tensão na vida do adolescente e jovem não é exclusividade dele, na maioria dos casos, os pais também enfrentam a mesma angústia e querem ser referenciais de exemplo e de conselho para os filhos. Não há nada de errado nisso, aliás pode ser de fundamental importância essa contribuição parental, porém a mesma está ligada a uma relação pais/filhos criada e desenvolvida no seio familiar. E é sobre isso que se torna interessante pensarmos nessas relações.
De acordo com os autores, Baumrind, Maccoby e Martin, existem quatro tipos de estilo parental que se manifestam em duas dimensões fundamentais quanto às práticas educativas dos pais para com os filhos. São elas: a exigência e a responsividade. A exigência inclui o controle do comportamento dos filhos e o estabelecimento de regras. A responsividade diz respeito às práticas educativas dos pais para com os filhos cujos componentes principais são: o afeto, a compreensão, o apoio emocional e o desenvolvimento da autonomia. A combinação dessas duas dimensões constitui as quatro variações de estilo parental. Assim, temos o estilo autoritativo (exigência elevada e responsividade elevada), estilo autoritário (exigência elevada e responsividade reduzida), estilo indulgente (exigência reduzida e responsividade elevada), estilo negligente (exigência reduzida e responsividade reduzida). Posteriormente comentaremos sobre estes estilos parentais.




